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Comissão da Câmara aprova convocação de Palocci mas base aliada recorre ao Plenário

quinta-feira, 2 de junho de 2011


Comissão da Câmara aprova convocação de Palocci mas base aliada recorre ao Plenário

  Por Redação - de Brasília
Palocci
O deputado conservador Ônix Lorenzoni é o autor da convocação a Palocci
A Comissão de Agricultura e Pecuária da Câmara aprovou, nesta quarta-feira, o requerimento de convocação para que o ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, explique os termos da consulta prestada pela Projeto, da qual era proprietário quando cumpria mandato de deputado federal, a empresas do ramo agroindustrial. O patrimônio dele teria aumentado 20 vezes nesse período.
A votação foi feita de forma simbólica, e o governo pretende recorrer da decisão em plenário. O autor do pedido é o deputado Onyx Lorenzone (DEM-RS). O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, propôs na véspera o imediato afastamento de Palocci da Casa Civil até que as denúncias sobre a evolução de seu patrimônio sejam apuradas e esclarecidas.
Fogo alto
Caso Palocci resolva se manter na defensiva, ao invés de se pronunciar à nação sobre as recentes denúncias, senadores petistas acreditam que a situação dele ficará insustentável no governo. O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) afirmou que o ministro-chefe deverá esclarecer o caso nos próximos dias, mas a pressão da base petista no Congresso voltou a aumentar, nesta manhã, quando a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), defensora do governo Dilma no Congresso, sugeriu ao partido que ele deixasse o cargo o quanto antes.
O ex-coordenador da campanha de Dilma à Presidência da República teria aumentado em 20 vezes o próprio patrimônio entre 2006 e 2010, comprado um apartamento e um escritório, ambos de alto luxo, na capital paulista. A Projeto, empresa do deputado petista, declarou um faturamento de R$ 20 milhões no ano passado. Palocci nega ter cometido irregularidades na condução de seus negócios privados e disse que foi “bem pago” por seus clientes, os quais ele não pode revelar a identidade por força de cláusulas contratuais de confidencialidade.
A senadora Hoffmann, que explanou seu ponto de vista ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante durante almoço na semana passada, chegou a questionar se era “estratégico” mobilizar a base aliada do governo em defesa de um projeto pessoal do ministro.
O Caso Palocci
O diário conservador paulistano Folha de S. Paulo, em reportagem há duas semanas, revelou a multiplicação do patrimônio de Palocci em quatro anos. “Entre 2006 e 2010, passou de R$ 375 mil para cerca de R$ 7,5 milhões”, diz o jornal. A liderança do PSDB na Câmara também levantou suspeitas de que pagamentos feitos pela Receita Federal à incorporadora WTorre, no valor de R$ 9,2 milhões, durante as eleições do ano passado, estejam relacionados ao trabalho de Palocci, e a doações para a campanha presidencial de Dilma Rousseff, mas a hipótese foi descartada pela própria Receita Federal.
No dia 24 de agosto, a WTorre protocolou na Receita um pedido de restituição de Imposto de Renda de pessoa jurídica relativo ao ano de 2008. Na mesma data, a incorporadora fez uma doação de R$ 1 milhão para a campanha presidencial de Dilma – outra parcela de R$ 1 milhão foi depositada à campanha no mês de setembro. A restituição da Receita ocorreu apenas 44 dias depois do protocolo, no valor de R$ 6,25 milhões. Francischini insiste que o prazo da devolução é recorde.
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