Surto provoca lotação em hospitais no norte da Alemanha
Por Redação, com DW - de Berlim
A onda de contaminação pela bactéria E.coli provoca lotação em hospitais no norte da Alemanha o que provocou “uma situação crítica no atendimento hospitalar” neste domingo, segundo Daniel Bahr, ministro alemão da Saúde, em entrevista ao jornal Bild am Sonntag. As cidades de Hamburgo e Bremen são as mais afetadas. No entanto, segundo o ministro, pacientes ainda encontram vagas em hospitais localizados na vizinhança.
O ministro agendou para este domingo uma visita ao Hospital Universitário Hamburgo-Eppendorf, que concentra a maioria dos pacientes, para verificar a situação do atendimento. A fonte de contaminação da super bactéria continua desconhecida, e pesquisadores trabalham intensamente para desvendar o mistério.
Bahr também deve se reunir com a ministra alemã de Agricultura e Defesa do Consumidor, Ilse Aigner, e representantes das pastas de Saúde e Defesa do Consumidor das administrações estaduais e federal para discutir a situação. A oposição exige que um comitê de crise seja estabelecido e critica a falta de coordenação entre ministérios, governos estaduais, locais e autoridades de saúde. Políticos também sugerem que um número telefônico de atendimento à população seja criado.
Suspeita em Lübeck
Um porta-voz da secretaria de Saúde do estado de Schleswig-Holstein informou que a investigação no restaurante em Lübeck está em andamento. Segundo noticiou o jornal local Lübecker Nachrichten, 17 pessoas teriam adoecido depois de fazer uma refeição no estabelecimento.
Na Baixa Saxônia, há indicações de que os brotos de feijão são uma causa da epidemia de E.coli, com 21 mortos até agora. A agência alemã de notíciasdpa publicou, neste domingo, que esta foi uma “pista muito quente”, segundo um especialista em Hanover. Uma empresa, no distrito de Uelzen, é uma das fornecedoras dos brotos de feijão, relacionados com o início da epidemia em Lübeck. Esses mesmos vegetais foram, anos atrás na Ásia, causa de uma epidemia grave de E.coli.
Os contaminados pertencem a três grupos diferentes, que estiveram no restaurante em 13 de maio último: turistas dinamarqueses, um grupo de sindicalistas e uma família. Uma das sindicalistas que comeram no restaurante morreu, e duas estão em estado crítico. O proprietário do local conversou com a imprensa alemã sobre a suspeita.
– Eu não tenho nada a esconder. Tenho certeza que está tudo em ordem com o restaurante – disse o homem, de 67 anos. Especialistas estiveram no local, examinaram a cozinha e colheram amostras também dos empregados. Segundo o empresário, nenhum dos trabalhadores – que comem a mesma comida que os clientes – teria sido infectado com a E.coli.
O caso em Lübeck pode ajudar os pesquisadores a encontrar a fonte da contaminação. Não se descarta que o problema esteja num dos fornecedores do restaurante.
Evolução da doença
Entre sexta-feira e sábado, Hamburgo registrou 19 casos confirmados ou suspeitos de infecção pela bactéria, sendo que um com HUS, a síndrome hemolítico-urêmica, desenrolar mais severo da contaminação, que pode causar falência dos rins e lesões neurológicas. Ao menos 552 pessoas apresentaram essa síndrome até agora, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (WHO).
Casos de contaminação já foram registrados em outros 11 países: Áustria, Reino Unido, República Tcheca, Dinamarca, França, Holanda, Noruega, Espanha, Suécia, Suíça e Estados Unidos. Em todos eles, os pacientes com a bactéria E.coli tiveram algum tipo de contato com visitantes da Alemanha ou retornaram de viagens ao país.



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