Advogado de assassino norueguês sugere que ele seja ‘insano’
Por Redação, com agências internacionais - de Oslo
O assassino em série Anders Behring Breivikmuito provavelmente está “insano”, disse seu advogado nesta terça-feira, depois que o radical norueguês anti-islâmico admitiu a responsabilidade pelo ataque a bomba e o massacre a tiros na Noruega, que mataram 76 pessoas.
– Esse caso inteiro indicou que ele é insano – disse o advogado Geir Lippestad a jornalistas.
No entanto, o advogado disse em entrevista à agência inglesa de notícias Reuters que o acusado poderia se opor à ideia de alegar insanidade mental, pois ele acredita ser o único “que compreende a verdade”.
Segundo Lippestad, Breivik parece a favor de “um ditador” e ser contra o multiculturalismo e à democracia. Lippestad é membro do partido Trabalhista, cujo segmento jovem foi alvo do tiroteio de sexta-feira, e afirmou que abandonaria o caso se Breivik não concordasse em realizar testes psicológicos. Ao tentar explicar o estado mental de seu cliente, Lippestad disse: “Ele pede desculpas, mas diz que foi necessário”.
– Ele odeia todas as ideias ocidentais e os valores da democracia… ele acredita que esse é o começo de uma guerra que irá durar 60 anos. Ele se reconhece como um guerreiro. Ele começa essa guerra e tem um certo orgulho nisso – disse Lippestad.
Breivik usou “algumas drogas” antes do crime para se manter forte e acordado, e ficou surpreso por não ter sido morto durante os ataques ou a caminho do tribunal na segunda-feira, acrescentou. Segundo Lippestad, Breivik disse ser parte de uma rede anti-islâmica que tem duas células na Noruega e algumas outras no exterior. A polícia e investigadores noruegueses tiveram dúvidas sobre tais afirmações.
Lippestad ficou mais conhecido por defender um radical de direita que foi condenado e sentenciado a 17 anos de prisão em 2002 pelo assassinato de Benjamin Hermansen, um jovem de 15 anos cujo pai era africano.
Elogio à polícia
Ministro norueguês da Justiça, Knut Storberget elogiou nesta terça-feira o “fantástico” trabalho da polícia na reação aos atentados de sexta-feira passada no país, rejeitando as críticas de que os agentes teriam demorado muito a reagir a um massacre numa ilha próxima à capital. Embora o autor do ataque, Anders Behring Breivik, tenha citado a existência de “mais duas células” ultradireitistas, a polícia acredita que ele provavelmente agiu sozinho no massacre, o pior da Noruega desde a Segunda Guerra Mundial.
– É muito importante termos uma abordagem aberta e crítica (…), mas há um tempo para tudo – disse Storberget após conversar com o chefe da polícia de Oslo, referindo-se ao questionamento, principalmente da imprensa, sobre a demora na reação policial.
Uma equipe armada da Swat levou mais de uma hora para chegar à ilha de Utoeya, onde Breivik atirava friamente em jovens participantes de um acampamento do Partido Trabalhista (governista). Ele matou 68 nesse massacre, e antes havia deixado uma bomba que causou oito vítimas fatais no centro da capital.



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