Gaddafi precisa renunciar antes de ter seu destino definido, diz Sarkozy
Por Redação, com BBC - de Deauville, França
O presidente francês, Nicolas Sarkozy, pediu que o líder da Líbia, Muamar Gaddafi, deixe o poder, já que “há várias opções em jogo”.
– Não estamos dizendo que Gaddafi precisa ser exilado. Ele deve deixar o governo e quanto antes fizer isso, mais opções ele terá – disse Sarkozy nesta quinta-feira durante um encontro de líderes do G8 (o grupo dos sete países mais ricos do mundo e mais a Rússia).
A reunião, que ocorre na cidade francesa de Deauville, discute temas como os levantes árabes, crise econômica, mudanças climáticas, o futuro da energia nuclear e a regulamentação da internet.
Estão presentes líderes dos Estados Unidos, Rússia, Grã-Bretanha, França, Alemanha, Itália, Japão e Canadá. Sarkozy defendeu a intervenção militar das forças da Otan na Líbia:
– Se não tivéssemos agido, Benghazi seria varrida do mapa.
Ele agradeceu à Rússia por não ter bloqueado a resolução do Conselho de Segurança da ONU autorizando a missão.
Passagem aérea
Segundo o presidente francês, a cada dia que permanece do poder, o líder líbio reduz suas possibilidades de possíveis destinos. Ele também disse que a violência usada pelo governo sírio para reprimir as manifestações era inaceitável e se disse a favor de um novo incentivo para selar a paz entre israelenses e palestinos, no qual a Europa e a Rússia deveriam ter um papel crucial ao lado dos Estados Unidos nessa tarefa.
Segundo correspondentes da BBC no balneário francês, as revoltas no mundo área e a crise nuclear no Japão deram um novo propósito para o G8. Os premiês interinos da Tunísia e do Egito – onde líderes que estavam há décadas no poder foram depostos – também estão em Deauville para discutir uma mega operação de ajuda para ajudar os países na transição para a democracia.



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