Premiê de Israel vai discursar na ONU na semana que vem
O primeiro-ministro deIsrael, Benjamin Netanyahu, irá discursar na semana que vem na ONU, com o intuito de transmitir uma mensagem — de negociações diretas pela paz e da busca pela paz –. Esse discurso chega no momento em que os palestinos querem um reconhecimento pleno de um Estado palestino perante à ONU.
– Decidi transmitir essas mensagens irmãs, de negociações diretas pela paz e da busca pela paz –, disse Netanyahu a jornalistas. — Decidi levar esta mensagem à Assembleia Geral da ONU quando eu falar na semana que vem. –
Mas o presidente palestino, Mahmoud Abbas, está firme em sua decisão de solicitar adesão plena à ONU, mesmo sem um acordo prévio com Israel, já que não há mais negociações diretas desde o ano passado devido a divergências sobre a ampliação dos assentamentos judaicos na Cisjordânia.
Os EUA argumentam que a criação do Estado palestino deve ser resultado de uma negociação com Israel e, por isso, ameaçam usar seu poder de veto no Conselho de Segurança contra a adesão palestina à ONU. Diplomatas dos EUA e da Europa estão na região para tentar demover os palestinos da sua iniciativa.
Abbas planeja discursar à Assembleia Geral em 23 de setembro. Um assessor de Netanyahu disse que o pronunciamento dele pode ocorrer no mesmo dia, e que ele pretende também se reunir com o presidente dos EUA, Barack Obama, e com sua secretária de Estado, Hillary Clinton, mesmo admitindo que há na Assembléia Geral um clima de simpatia pela causa palestina.
– Não é um fórum especialmente simpático ao Estado de Israel, não é um fórum onde receberemos muitos aplausos. Mas acho que neste fórum também é importante que o primeiro-ministro de Israel apareça e declare as coisas tais quais elas são.–
Turquia mantém firme sua autonomia no Mediterrâneo
E enquanto os palestinos lutam por reconhecimento, o primeiro-ministro da Turquia, Tayyip Erdogan, disse nesta quinta-feira que Israel não pode fazer o que quer no leste do Mediterrâneo e que os navios de guerra turcos podem ir para lá a qualquer momento.
– Israel não pode fazer o que quer no leste do Mediterrâneo. Eles verão quais serão nossas decisões nesse assunto. Os navios de guerra de nossa Marinha podem estar lá a qualquer momento–, afirmou Erdogan em uma entrevista à imprensa logo depois de chegar a Túnis.
Depois que Israel matou nove turcos a bordo de um navio que levava ajuda para a Faixa de Gaza no ano passado, as relações entre as duas potências ficaram arruinadas, dificultando negociações entre ambos.
E na semana passada, o governo israelense confirmou que não pedirá desculpas pela investida contra o navio Mavi Marmara, que tentava romper o seu bloqueio contra Gaza. Diante a isto, a Turquia reduziu suas relações diplomáticas com Israel e interrompeu o comércio no setor de defesa



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