Bombeiros acampados recebem apoio dos cariocas
Redação, com agências - do Rio de Janeiro
No quinto dia consecutivo de manifestações nas escadarias da Alerj, no Centro do Rio, osbombeiros que protestam contra a prisão de colegas receberam, na manhã desta quinta-feira, o apoio de alunos do Colégio estadual Souza Aguiar, que estão sem aulas devido à greve dos professores.
Os estudantes aproveitaram a folga para se encontrar com os militares acampados. O grupo recebeu do sargento Gilsinei de Jesus Freitas, do G-Mar de Niterói, fitas vermelhas significando o apoio ao movimento da categoria. Os Manifestantes prometem apitaço e esperam a visita de professores.
O grupo de bombeiros acampados na Alerj não para de crescer. Na manhã desta quinta-feira, mais barracas e militares puderam ser vistos protestando por melhores salários e a liberdade dos 439 colegas presos .
Uma cozinha improvisada no início da semana também aumentou para ajudar na alimentação dos companheiros. Pessoas que passam pelas ruas manifestam apoio aos bombeiros e a expectativa é que o número aumente.
Parlamentares da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados visitaram, nesta quinta-feira, os bombeiros presos no hospital da corporação e no quartel do Méier.
A juíza Ana Paula Monte Figueiredo Pena Barros, da Auditoria da Justiça Militar do Rio, negou no fim da noite desta quarta-feira, o relaxamento da prisão dos 431 bombeiros que foram detidos no último sábado, após a invasão do quartel central da corporação, no dia anterior. O pedido tinha sido feito pela Defensoria Pública do Estado.
Na decisão, a juíza concluiu não haver qualquer nulidade no auto de prisão em flagrante. Segundo ela, “a custódia cautelar de todos os militares mostra-se imprescindível à garantia da ordem pública, por conveniência da instrução criminal e para a manutenção dos princípios da hierarquia e da disciplina militares, que se encontram flagrantemente ameaçados”.
Ainda de acordo com a decisão liberada pelo Tribunal de Justiça do Estado, ao invadir o quartel central, desrespeitar seus superiores e danificar o patrimônio público, subvertendo a ordem assegurada pela Constituição, e exigindo a intervenção da Polícia Militar para a retomada da unidade, “os bombeiros extrapolaram, e muito, seu exercício do direito de lutar por melhores condições de vida pessoal e profissional”.
A reunião entre o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, Sérgio Simões, e os representantes dos bombeiros durou cerca de duas horas, nesta quarta-feira. Uma Frente Unificada das Entidades de Classe de Segurança Pública foi criada para consolidar a proposta salarial de bombeiros e PMS no Estado do Rio. Segundo o presidente da Associação de Cabos e Soldado do Corpo de Bombeiros, Nilo Guerreiro, o piso salarial deve ser de R$ 2. 900.
Ainda de acordo com Simões, o documento com a proposta unificada será encaminhado a Sérgio Cabral através do comandante.
Segundo o coronel Sérgio Simões, eles começam a chegar a um entendimento. Com relação às prisões, o comandante disse que soltar os presos é uma preocupação, mas não é da competência dele.



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