Governo sírio bombardeia cidade portuária, matando pelo menos 20
Por Redação, com DW - de Damasco
Militantes contrários ao governo de Bashar al-Assad afirmam que mais de 20 pessoas morreram neste domingo durante uma ação das tropas sírias na cidade portuária de Latakia, utilizando tanques e navios de guerra. A ofensiva militar teria como objetivo reprimir protestos contra o governo.
Ativistas de direitos humanos afirmam que linhas telefônicas e conexões de internet da cidade foram cortadas, e dezenas de pessoas teriam sido levadas presas. As linhas de trem que chegam e saem de Latakia também estariam cortadas
– Navios de guerra estão atacando Latakia e é possível ouvir o barulho de explosões em vários bairros – afirmou um integrante do Observatório Síriopara os Direitos Humanos, organização sediada no Reino Unido, ressaltando que o principal alvo é o subúrbio de Ramleh, onde se concentram os dissidentes. Segundo fontes da organização, atiradores estão escondidos nos topos de prédios e veículos blindados estão cercando o bairro.
Forças de segurança também teriam intensificado ações na periferia da capital síria, Damasco, durante esta madrugada, cortando comunicação, abrindo fogo e prendendo pessoas. As novas mortes se somam às outras cinco registradas neste sábado também em protestos contra o regime comandado por Assad.
Líderes condenam ataques
A nova incursão das tropas sírias desafia os apelos feitos neste fim de semana pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, e o rei da Arábia Saudita, Abdallah, para que o regime sírio pare “imediatamente” sua brutal repressão sobre os movimentos pró-democracia.
Em conversa por telefone, Obama e Abdullah teriam compartilhado “profundas preocupações sobre o uso da força pelo governo sírio contra a população”, afirmou a Casa Branca, em comunicado. “Eles concordam que a forte campanha de violência do regime sírio contra o povo precisa acabar imediatamente”.
Durante encontro esta semana, representantes do Conselho de Segurança da ONU estimaram que pelo menos 2 mil pessoas – entre elas, cerca de 1,7 civis – já foram mortas e outras 3 mil estão desaparecidas, desde os inícios dos protestos contra Assad, em março passado. Centenas de sírios já fugiram do país através da fronteira com a Turquia.



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