Ex-comandante, suspeito de mandar matar juíza, é exonerado e preso

O tenente-coronel Cláudio Luiz de Oliveira foi apontado como mandante do assassinato da juízaPatrícia Acioli, em agosto
O tenente-coronel Claudio Oliveira, que comandava o 22º Batalhão de Polícia Militar (BPM), na Maré, zona norte do Rio, foi exonerado do cargo. Segundo nota divulgada nesta terça-feira pela assessoria de imprensa da corporação, o oficial está detido desde a madrugada na carceragem do Batalhão de Choque.
Ele é suspeito de ser o mandante da morte da juíza Patrícia Acioli, que foi baleada na porta de casa, em Piratininga, Niterói, no mês passado. Na época do assassinato, Claudio Oliveira era comandante do 7º BPM, em São Gonçalo.
Mais três militares, suspeitos de envolvimento no crime, estão presos. A pedido do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, o tenente Daniel dos Santos Benitez Lopes e os cabos Sérgio Costa Júnior e Jefferson de Araújo Miranda foram transferidos, na semana passada, da Unidade Prisional da PM, em Benfica, na zona norte, para unidades diferentes.
A Justiça do Rio tinha decretado a prisão do ex-comandante do 7º BPM (São Gonçalo) – e dos outros outros cinco policiais militares do Grupo de Ações Táticas do Batalhão de São Gonçalo – com base no depoimento de um dos cabos que participou da execução da juiza e estaria sendo ameaçado de morte.
O cabo disse ao juiz Peterson Barroso Simões que o tenente-coronel era o mandante do crime, entrou no programa de proteção a testemunhas e poderá ser beneficasdo com uma pena menor por delação premiada. Além de denunciar toda a trama, o cabo participou de uma antecipação de prova.
PMs do Batalhão de São Gonçalo foram acusados de forjar um auto de resistência durante uma operação policial em que o jovem Diego de Souza Beliene, de 18 anos, foi morto no Complexo do Salgueiro, São Gonçalo, em junho. As prisões de três PMs envolvidos foram decretadas por Patrícia horas antes de a magistrada ser executada.
Imagens da juíza Patrícia Acioli sendo seguida pelos assassinos ajudaram a polícia a desvendar a mecânica do crime. Nas gravações, dupla de moto é flagrada por câmeras de segurança e de trânsito perseguindo o carro da magistrada por 40 minutos, em sete pontos distintos, desde que ela deixou o Fórum de São Gonçalo até ser morta na Região Oceânica de Niterói, pouco antes da meia-noite de 11 de agosto.


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