Greve dos bancários se estenderá por tempo indeterminado
Em assembleias realizadas na noite desta segunda-feira em várias cidades do país, os bancários deflagraram greve nacional por tempo indeterminado, a partir da zero hora desta terça-feira, com o objetivo de pressionar a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) a retomar as negociações acerca da campanha salarial e apresentar uma proposta que atenda às reivindicações da categoria. A paralisação atinge bancos públicos e privados.

Em assembleia realizada segunda-feira, ficou decidido que a greve dosbancários, que começa nesta terça, será mantida por tempo indeterminado, até que sejam atendidas as reivindicações dos funcionários
O movimento abrange trabalhadoresbancários representados pelos sindicatos de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Curitiba, Porto Alegre, Campo Grande, Mato Grosso, Paraíba, Piauí, Alagoas, Espírito Santos, Campinas, Piracicaba, Juiz de Fora, Dourados, Vitória da Conquista e Teresópolis, entre outros, conforme informações das entidades remetidas para a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).
- Novamente os donos dos bancos, que tanto ganham às custas dos brasileiros, forçaram a categoria a entrar em greve, diante da falta de resposta às principais necessidades dos trabalhadores, afirma Juvandia Moreira, presidenta do Sindicato de São Paulo, Osasco e Região e uma das coordenadoras do Comando Nacional da categoria, que negocia com a Fenaban.
Juvandia relata que os trabalhadores permanecerão parados até que os banqueiros decidam apresentar propostas que atendam as reivindicações da categoria: aumento real de 5%, valorização dos vales alimentação e refeição, 13ª cesta e auxílio creche/babá de um salário mínimo (R$ 545), PLR de três salários mais R$ 4.500, piso salarial de R$ 2.297,51. Entre as cláusulas sociais, os bancários querem o fim das metas abusivas (causadora de grande número de adoecimentos entre os trabalhadores), o combate ao assédio moral, mais segurança para funcionários e clientes, ampliação do número de postos de trabalho, e medidas para conter as terceirizações das atividades bancárias.
- Esperamos que a greve faça com que os bancos apresentem uma proposta que garanta emprego decente aos bancários. Com lucros acima de R$ 27,4 bilhões obtidos somente no primeiro semestre deste ano, os bancos possuem todas as condições de atender as reivindicações da categoria, disse o presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro.


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