Segundo testemunhas, a idosa, que tinha 63 anos, teria até mexido a mão.
Samu levou o corpo de volta para hospital em Pederneiras, SP.
O que era para ser um velório comum acabou se transformando em uma confusão. As flores da coroa chegaram a ficar espalhadas pelo chão. O corpo de Maria Aparecida da Silva, de 63 anos, foi retirado às pressas. Tudo porque a
doméstica Vaní Morais Ferreira sentiu um aperto de mão da amiga falecida.
A polícia e o Samu de Pederneiras foram acionados pela família. Fotos tiradas com um celular mostram as equipes médicas examinando a mulher que foi levada para a ambulância com caixão e tudo. “Foi feita toda a avaliação, pressão arterial inaudível, pulso sem movimento respiratório, sem pulso”, explicou a enfermeira do Samu Karina Kuyumjian."Eu falei: se ela estiver viva então ela mostra para mim, aí ela apertou a mão. Naquela hora deu uma emoção que eu comecei a chorar, mas chorar de alegria. E vendo aquela situação, eu pensei que ela estava viva, porque pessoa morta não vai apertar a mão de ninguém", conta.
O corpo da idosa foi levado para a santa casa de Pederneiras. Os médicos chegaram a fazer uma nova avaliação a pedido da família, mas logo constataram que era realmente um engano e que a mulher já estava morta. O médico que estava de plantão no hospital explicou o mal entendido.
"Com o processo de decomposição do corpo a pessoa tende a ter alguma rigidez com o passar de horas, então provavelmente a rigidez da mão fez a sensação da família achar que a paciente estava apertando a mão", afirmou Gabriel Bresciani, clínica geral.
O laudo do IML atesta que Maria Aparecida morreu de insuficiência respiratória na manhã de sexta-feira (05). O corpo dela foi liberado e levado de novo ao velório. “Para mim foi uma surpresa muito forte. Eu fiquei estão assustados que comecei a tremer perto dele”, contou o cunhado da idosa Aparecido Batista Ribeiro. O corpo da idosa foi enterrado na manhã deste sábado (06).


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